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Perguntas Frequentes

As 30 dúvidas mais comuns de quem procura um advogado criminalista, respondidas em linguagem clara. Se a sua não estiver aqui, envie pelo WhatsApp.

Sobre o processo criminal

Como funciona cada fase, o que fazer e quais são os seus direitos.

01 Fui intimado a depor na delegacia. Preciso de advogado?

Sim, e antes de comparecer. A intimação costuma ter duas causas: você é testemunha de um fato ou é alvo de investigação. As duas situações exigem posturas diferentes, e a intimação nem sempre deixa claro qual é o seu caso. Um advogado pode consultar o inquérito, descobrir sua condição e orientar você sobre o que dizer e sobre o direito de permanecer em silêncio. Comparecer sozinho, sem saber do que se trata, é o erro mais comum e o mais difícil de reverter depois.

02 Meu familiar foi preso em flagrante. O que fazer nas primeiras 24 horas?

Essas horas são decisivas. A pessoa presa tem direito a comunicar a prisão à família, a fazer uma ligação, a permanecer em silêncio, a ser examinada por médico e a ter advogado. Em até 24 horas ela deve ser apresentada ao juiz na audiência de custódia, onde se discute a legalidade da prisão e a possibilidade de responder em liberdade. Procurar um advogado antes dessa audiência permite reunir documentos que demonstrem residência fixa, ocupação e vínculos, que são elementos considerados na decisão.

03 O que é habeas corpus e quando ele cabe?

Habeas corpus é a ação que protege a liberdade de locomoção quando há prisão ilegal ou ameaça concreta de prisão ilegal. Cabe, por exemplo, contra prisão preventiva sem fundamentação idônea, contra excesso de prazo na instrução e contra constrangimento em investigação. Pode ser dirigido ao tribunal estadual, ao STJ ou ao STF, conforme a autoridade apontada como coatora. Há pedido de liminar, que é apreciado com prioridade, mas o prazo de decisão depende do tribunal e do caso.

04 Quanto tempo dura um inquérito e um processo criminal?

Não há resposta única, porque depende da complexidade, do número de investigados, do volume de perícias e do foro em que tramita. O inquérito tem prazos legais que podem ser prorrogados, e a ação penal passa por resposta à acusação, instrução, alegações finais e sentença, com possibilidade de recursos depois disso. O que um advogado pode oferecer na primeira conversa é uma estimativa realista para o seu caso concreto e a indicação dos pontos em que a defesa consegue atuar para não prolongar o processo.

05 Vou ser preso? Posso responder em liberdade?

A regra no processo penal brasileiro é responder em liberdade, e a prisão antes da condenação definitiva é excepcional. A prisão preventiva exige fundamentação concreta, como risco à ordem pública, à instrução ou à aplicação da lei penal, e não pode ser decretada por gravidade abstrata do crime. Cada caso precisa ser analisado individualmente, e ninguém pode garantir de antemão qual será a decisão judicial.

06 Qual a diferença entre investigado, indiciado, réu e condenado?

Investigado é quem está sob apuração no inquérito. Indiciado é quem a autoridade policial aponta formalmente como autor ao final do inquérito. Réu é quem passa a responder ação penal depois que o Ministério Público oferece denúncia e o juiz a recebe. Condenado é quem teve sentença condenatória proferida. Saber em qual estágio o seu caso está é o primeiro passo, porque cada um admite medidas diferentes e corre em prazos diferentes.

07 Recebi proposta de acordo de não persecução penal. Devo aceitar?

O acordo de não persecução penal é oferecido pelo Ministério Público em determinados casos e, cumprido, leva à extinção da punibilidade sem que haja condenação. Ele tem condições a cumprir e consequências práticas que precisam ser avaliadas junto com as chances de defesa no processo. Nunca aceite ou recuse um acordo sem antes consultar um advogado de confiança, porque a decisão é definitiva e afeta o seu futuro.

08 Já fui condenado. Ainda dá para recorrer?

Enquanto houver prazo recursal, cabe apelação e, depois, recurso especial ao STJ e extraordinário ao STF, cada um com requisitos próprios. Mesmo depois do trânsito em julgado existe a revisão criminal, cabível quando surgem provas novas, quando a condenação contraria a evidência dos autos ou quando se demonstra erro judicial. Não há prazo para propor revisão criminal.

09 Isso vai ficar nos meus antecedentes? Perco emprego, CNH ou concurso?

Depende do desfecho. Inquérito arquivado e absolvição não geram maus antecedentes. Condenação transitada em julgado é anotada e pode repercutir em concurso público, porte de arma, visto e em algumas atividades reguladas. Há situações em que é possível pedir a exclusão de anotações indevidas ou a certidão sem determinadas informações. A suspensão da habilitação, quando ocorre, é pena aplicada na sentença de crime de trânsito, e não a multa administrativa.

10 Sou vítima. Posso ter meu próprio advogado no processo?

Sim. A vítima pode se habilitar como assistente de acusação, o que permite acompanhar o processo, requerer provas, participar das audiências e recorrer, atuando ao lado do Ministério Público. Em casos de violência doméstica é possível também requerer medidas protetivas de urgência com prioridade. Ter advogado próprio dá à vítima voz ativa no processo, em vez de apenas aguardar a atuação do Estado.

Sobre o escritório

Quem conduz o caso, como é o atendimento e qual o alcance da atuação.

01 Qual a formação e o registro da Dra. Ariane?

Ariane Franchetto de Bem é advogada criminalista inscrita na OAB/SP sob o número 405.754. É especialista em Direito Penal e Criminologia pela PUC-RS, pós-graduanda em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra e tem especialização em Contratos pela PUC-SP. É membro da Comissão de Direito Criminal da OAB/SP e do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. Atuou por quase sete anos no Tozzini Freire Advogados antes de fundar o escritório.

02 Quem vai cuidar do meu caso?

A própria Dra. Ariane. Quem estuda os autos, comparece às audiências e assina as peças é a mesma pessoa que atende o cliente. Não há repasse do processo a terceiros depois da contratação.

03 O escritório já atuou em casos como o meu?

A atuação cobre todas as fases da persecução penal, do acompanhamento em delegacia e da audiência de custódia até a sustentação oral nos Tribunais Superiores, incluindo Tribunal do Júri, execução penal, crimes de trânsito, violência doméstica nos dois polos e direito penal econômico. Na primeira conversa é possível esclarecer a experiência específica com a fase e a matéria do seu caso.

04 Atendem urgência fora do horário comercial?

O escritório funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h. Situações de prisão em flagrante e audiência de custódia, porém, não esperam horário comercial e são recebidas pelo WhatsApp fora desse período. Ao enviar a mensagem, informe o nome completo da pessoa presa e a delegacia onde ela está.

05 Vocês atendem fora de São Paulo?

Sim. O escritório fica na Avenida Paulista, em São Paulo, e a atuação processual alcança todo o território nacional. Processos em outras comarcas são acompanhados por peticionamento eletrônico e audiência por videoconferência. Quando o ato exige presença física, o deslocamento é combinado previamente e consta da proposta.

06 Preciso ir ao escritório ou dá para resolver a distância?

É possível conduzir todo o atendimento a distância, por videochamada, WhatsApp e e-mail, com envio digital de documentos e assinatura eletrônica de procuração e contrato. O atendimento presencial na Avenida Paulista está disponível mediante agendamento prévio para quem preferir.

07 Meu caso ficará em sigilo?

Sim. O sigilo profissional é dever legal da advocacia e alcança tudo o que o cliente relata, inclusive na conversa inicial, mesmo sem contrato assinado e mesmo que a contratação não aconteça. Os dados enviados pelo formulário do site são usados apenas para a análise preliminar do caso, conforme a Política de Privacidade.

08 Onde posso ver avaliações de outros clientes?

O escritório mantém perfil no Google com avaliações públicas de clientes, acessível pelo site. As avaliações são espontâneas e reproduzidas sem edição. Por dever de sigilo, não divulgamos nomes de clientes nem detalhes de casos como material de divulgação.

09 O escritório atua também em outras áreas do Direito?

A atuação da Dra. Ariane é concentrada em Direito Criminal. O escritório conta com equipe de advogados especializados em Direito Trabalhista, Previdenciário, Contratual e Empresarial para demandas dessas áreas, o que é útil sobretudo para clientes empresariais que precisam de solução integrada.

10 Em quanto tempo recebo retorno?

O WhatsApp é o canal mais rápido e o indicado para urgências. Mensagens por formulário e e-mail recebem retorno dentro do horário de atendimento. Ao enviar o caso, descreva a fase em que ele está e se existe prazo em curso, porque isso define a prioridade da análise.

Sobre a contratação

Honorários, contrato, pagamento e as dúvidas de quem está decidindo.

01 Quanto custa? Por que o site não mostra preço?

O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB veda a divulgação de valores de honorários na publicidade da advocacia, e por isso nenhum escritório regular publica tabela. Além disso, o valor depende da fase do processo, da complexidade, do número de réus, do volume de prova e do foro. Após a análise preliminar do caso, você recebe proposta escrita com o valor e o escopo definidos.

02 É possível parcelar?

A forma de pagamento é acordada caso a caso e consta do contrato de honorários. Parcelamento é prática usual na advocacia criminal e pode ser discutido na apresentação da proposta.

03 O que está incluído nos honorários?

A proposta descreve exatamente quais atos estão cobertos, por exemplo o acompanhamento do inquérito, a defesa em primeira instância ou a interposição de recurso. Fases não previstas são contratadas à parte, com valor combinado antes de qualquer trabalho. Custas processuais, taxas judiciais e honorários de peritos e assistentes técnicos não se confundem com os honorários advocatícios e são informados quando aplicáveis.

04 A primeira análise é cobrada?

O contato inicial para entender a situação e identificar a fase do caso não tem custo. A partir do momento em que há estudo de documentos e orientação jurídica sobre o caso concreto, trata-se de consulta profissional, e as condições são informadas com antecedência, antes de qualquer cobrança.

05 Vai ter contrato escrito?

Sim. A contratação é sempre formalizada em contrato de honorários, que descreve o objeto do trabalho, a extensão do patrocínio, o valor e a forma de pagamento. Contrato escrito protege as duas partes e é a prática exigida pelo Estatuto da Advocacia.

06 Se eu quiser trocar de advogado, como fica?

O cliente pode trocar de advogado a qualquer momento, é um direito dele. O que se acerta são os honorários referentes ao trabalho já realizado, conforme previsto em contrato. Da mesma forma, é possível constituir o escritório em processo que já está em andamento com outro profissional, mediante substabelecimento ou nova procuração.

07 Como acompanho o andamento do processo?

O cliente é informado a cada movimentação relevante, com explicação do que ela significa e do que vem a seguir. O canal de acompanhamento é combinado no início do trabalho. A falta de comunicação é a reclamação mais frequente contra advogados no Brasil, e é justamente o ponto que este escritório trata como parte do serviço.

08 Vale contratar se a Defensoria Pública é gratuita?

A Defensoria Pública presta defesa criminal de qualidade e atende quem não tem condições de contratar advogado. A diferença prática está na dedicação individual, no tempo de resposta, na escolha do profissional e na atuação estratégica já na fase de investigação, antes mesmo da denúncia. A decisão é do cliente, e informar essa alternativa faz parte de uma orientação honesta.

09 Preciso contratar agora ou posso esperar a denúncia?

Quanto antes a defesa entra, mais opções existem. Na fase de investigação ainda é possível apresentar elementos que levem ao arquivamento, evitar a autoincriminação em depoimento e discutir a legalidade de medidas invasivas. Depois da denúncia, o leque de alternativas diminui e os prazos passam a correr contra o réu.

10 Existe garantia de que vai dar certo?

Não, e desconfie de quem oferecer. O Código de Ética e Disciplina da OAB proíbe ao advogado prometer ou garantir resultado. O que uma defesa séria apresenta são cenários possíveis, com riscos e alternativas expostos com clareza, fundamentados na prova dos autos e na jurisprudência aplicável.

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